
Esse é um disco incrível. Uma banda punk nada convencional. Duas guitarras que se misturam e se completam, linhas de baixo formidáveis, bateria diferente e original e melodias de vozes que custuram tudo. Esse é o TELEVISION.
Texto do blog: Rocktowndownloads
É complicado lançar um segundo disco. E o que toda a mídia chama de 'síndrome do segundo disco' e realmente muitas bandas desfalecem sob os efeitos colaterais dessa síndrome. É quando o encanto some e uma sensação inegável de que a fonte secou, se apodera dos ouvintes. O Television não sofreu da síndrome e na verdade, a mídia na época nem se preocupava com o nível de qualidade do próximo trabalho. Sabiam que Tom Verlaine e companhia não decepcionariam. E a convicção era tão grande que nem mesmo o lendário Marquee Moon (disco anterior) oferecia alguma ameaça que pudesse ofuscar o próximo trabalho. E sim, o Adventure foi lançado em 1978 e apresentava as mesmas influências que irradiavam no Marquee Moon. A new wave era desenhada nos acordes de Richard Lloyd e nas letras de Verlaine.
'Glory' é maravilhosa pelo seu riff, pela evolução instrumental, pela gama de possibilidades que o ouvinte tem em cada trecho e pelo refrão infalível em marcar o som da banda. 'Foxhole' tem notas de guitarra que beiram o hard rock. A elasticidade criativa do Television é posta a prova nessa canção, saíndo intacta e vitoriosa, numa demonstração incrível de noção harmônica e encaixe de arranjos impecável. A voz de Verlaine, pouco comum na época, é inovadora em cada sílaba cantada. 'Careful' utiliza de vocais espessos, e uma linha recatada nos braços do blues e do country (sim, aqueles acordes agudos e flexíveis do campo). O refrão é mais uma mostra da facilidade de Verlaine em criar trechos inesquecíveis. O início de 'Ain't That Nothin'' é a cara da banda. Faz lembrar dos destaques do disco anterior e dá certeza ao ouvinte de que não há motivos para se preocupar com a qualidade da banda: ela continua intocável. Há um solo maravilhoso no meio dessa faixa que explica melhor o que palavras não podem.
Mas uma pérola do fim dos anos 70, cheio de material precioso para as bandas que viriam a surgir na rica década posterior. Mas a verdade é que as bandas de nosso tempo utilizam exaustivamente de elementos maravilhosos do Television, mas que acabam sendo taxados de manjados. Por isso o melhor mesmo é beber da fonte.
Aqui tem o disco:
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Redefiniu as bases abrindo campo para o novo estilo da época, ainda meio que denominado Heavy Metal, porém hoje melhor enquadrado como Hard Rock (não confundir com o "hard" farofistas).
Enfim, denominations a lá parté, esse disco é bom pa cacete! Não apenas pelo inestimável valor histórico e de marco inicial -assim como toda ruptura- tem sua essência própria, contestadora, enérgica, chutando pra cima e mandando um avassalador "Fuck-Off" em forma de som à cultura vigente (sempre ela);
Energia, curvas, espírito, peso, hostilidade, sutileza, visceralidade, em releituras e idéias malucas e surpreendentes (amplamente copiado pelas gerações vindouras).
Além do Monstro Jeff Beck nas guitars, temos Rod Stewart no gogó,Ron Wood (o mesmo) on the bass e Mick Waller nos tambores. Nick Hopkins no Piano na "Morning Dew" e "Blues Deluxe" e John P.Jones tocando Hammond Organ em "Ol'Man River".
Muito bom ouvir sempre esse, bebendo e fumando baseado. O ideal é ouvir da bolacheta, mas baixa pra dar uma sacada aí:
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Shapes Of Things - versão do hit dos Yardbirds, classuda e com uma personalidade que viria caracterizar a sonoridade das grandes bandas dos anos 70.
Let Me Love You - o canastra tiozão de hoje Rod Stewart mandando e rasgando todas suas influências de crooner do soul. Seus asseclas Paul Rodgers e Chris Robinson que o digam. Soleto do dono da bola também é de uma intenção que foge à percepção da maioria dos que se aventuram com uma guitarra na mão, não se limita aos clichês de blues como através da economia de notas enche a cara da música. Excelente duelo de guitar/voz que Page e Plant e toda a escória depois viriam frisar.
Morning Dew - Na abertura dessa, saca o timbre da guitarra e a base no ua-uá, cara-pálida! É quase como dizer: Clapton e Hendrix, c'mon over here, follow me! As linhas de baixo de Ron Wood... como todo bom baixo deve soar: massivo e dinâmico!
You Shook Me - Rústica à seca medula nevrálgica.
É a melhor mesmo para ouvir chapado, drogado, stoned.
Ol' Man River - Essa que tem o John Paul Jones no Hammond; músico de estúdio, que depois viria ser baixista daquela banda lá, faz um trabalho que "apenas" sublinha o talento desse rapaz. A composição e o arranjo da banda toda é um momento -que, para quem toca sabe- é uma coisa rara, certamente como todas do disco também deve ter sido gravada ao vivo, e certamente a última coisa que poderiam ter pensado na hora foi em grana ou em status... É o ser-humano na frente de tudo, Deus manifestado no simples. Momento eternizado.
Greensleeves - você já deve ter ouvido essa em muitas versões violonescas barroquianas e balzaquianas - inclusive tocada por aquele seu amigo que fazia conservatório e tal- mas o meninão aí do disco, além de excelente agitador de bagunça também sabe fazer um violão soar direito, sem amarra técnica e dá a personalidade até nisso.
Rock My Plimsoul - Essa música poderia ser utilizada em algum filme (se já não foi) de putaria ou daqueles de briga de bar, que aparece uma gostosona de mini-saia jogando sinuca. É louco como a banda toca blues sem cair no terreno comum, dando uma pegada hostil e elegante, o Free aprendeu bem com isso, a cozinha é bem simples e minimalista, sem aforismos técnicos, vai na veia e mantém.
Beck's Bolero - instrumental, o hit do disco. E talvez da carreira do Jeff Beck, mesclando suas influêcias principalmente de música espanhola, é atordoante, mas sem cair no clichê da forma psicodélica (que era a coisa mais batida já em 68). Se tivesse sido gravada hoje, ou mesmo pelo Eddie Krammer (engenheiro de som do Led, Hendrix) com certeza essa daí teria a sonoridade merecida, não teria pra ninguém. Aliás, tem um Q de rock-stadium essa idéia geral. Enfim, ache o que quiser.
Blues De Luxe - live piano blues. Magina ouvir esses caras tocando num bar!
I Ain't Superstitious - Um bom riff de rock tem que ser simples e já carregar a síntese da música. Nem mais, nem menos. O resto é desenvolvimento, é trepada sonora, esquecer da vida ou lição de casa pra quem quer conhecer a origem do Grand Funk. A bola rola solta, fácil e nem precisavam de compressor na mesa de som nem porra de nada! "All over my neighborhood..." É maligno o arranjo todo da cozinha, punchs entremeados de espaços. E assim vai embora...
Isso tudo aí faz parte de um lance que é muito mais que um disco, ou um retrato musical de época... é um momento condensado em cubos (cada música) de um todo que é exatamente o espectro de vontades e sensações que tá sempre no seres-humanos, ou dos que ousam se propor sentir, operar uma revolução individual. De verdade.
Bob Dylan com THE BAND, uma combinação perfeita. Alguns gostam logo de cara, outros como eu demoram até gostar, e depois só gosta mais, mais e mais. Escutar Bob Dylan nem sempre é divertido, mas é sempre um grande prazer.
Aqui tem a discografia:
discografia bob dylan
Baixo, bateria, saxofone e voz. Isso é o Morphine. Excelente banda, excelente clip. vale a pena procurar e baixar os cds, inclusive da experiência solo do falecido MARK SANDMAN, dois cds fazem o SANDBOX. Após sua morte a banda continuou com um novo projeto tb muito foda, o TWINEMEN.

Projetão independente animal... visite o site: www.salapulp.com.br/hacienda
Um show de rock de verdade... em 1974, num programa de TV com a apresentação do ilustríssimo Litlle Richard. Joe Perry mandando ver na guitarra, Steve Tyler apavorando no visual e nesse clássico, Train kept a rollin'.
Jeff Beck... excelente guitarrista. Vejam e escutem nesse video. O cara usa uma técnica muito louca de alavanca, além de utilizar constantemente o volume da guitar para criar um monte dinâmicas... desde do sussurro até um grito nervoso.

Grande clássico do western realizado pelo polêmico diretor Sam Peckinpah. Em Pat Garrett & Billy The Kid (ou DUELO NA POEIRA em português) Peckinpah travou um enorme braço de ferro contra os estúdios da MGM, perdeu essa guerra e foi obrigado a montar o filme num mês, com algumas cenas que foi obrigado a cortar e que felizmente podemos agora ver em DVD. A fita ficou por isso conhecida como "a obra maldita" do realizador. Um western belo e trágico que marcou o fim de um género muito popular na América, o género só renasceria nos anos 80 com SILVERADO e mais tarde com IMPERDOÁVEL de Clint Eastwood. Kris Kristofferson está em grande no papel do famoso fora da lei, James Coburn é o agente da lei que o persegue. O cantor Bob Dylan é Alias uma espécie de narrador que está sempre presente nas cenas principais da história.
O disco no link é da trilha sonora do filme de 73 “Pat Garrett & Billy The Kid“ todas compostas pelo também ator coadjuvante do filme: Bob Dylan.
Belo disco para ouvir principalmente na estrada, céu azul e sol ensolarado, a caminho de Tucson, do Novo México ou pela Raposo... :)
Sonoridade sussas, pra fumar um baseado de boa pensando na vida como um cowboy solitário.
Aliás, diga-se de passagem, foi desse album que saiu Knockin' on Heaven's Door (sim, é do véio Dylan não do Guns‘Roses).

Lançado oficialmente em 12 de junho de 2007 este disco é demais!!! O QOTSA já se firmou como uma daquelas bandas que tem um som particular, criativo, pronto pra influenciar uma geração.
Pirações na estrututa tradicional das músicas, timbres originais e bonitos. Um disco de rock, com peso, criatividade e melodia. Pros dias de hoje, que pouco se escuta coisas novas, as músicas do ERA VULGARIS quebram a monotonia e o marasmo. Baixe e escute várias vezes e vá se divertindo com o jeito de cada canção. Com os detalhes, com a simplicidade e com a complexidade.
A capa do álbum é muito louca tb... sobre as letras eu pouco prestei atenção, to curtindo a sonoridade, as melodias e arranjos. De qualquer maneira é uma das melhores bandas de hoje em dia. Ousados sem ser bizarro. Incômodo de início, mas não fica apenas no esquisito, explorando muito mais em termos de música e arte.
BAIXE ERA VULGARIS DO QOTSA: http://rapidshare.com/files/33349003/Qua.rarApenas um grupo soube utilizar a rispidez do primeiro punk inglês em prol de sua própria erudição. Estudantes de arte do mesmo colégio ao sul de Londres, Colin Newman (guitarra e vocais), Bruce Gilbert (guitarra), Graham Lewis (baixo e vocais), and Robert Gotobed (bateria) eram um grupo ao mesmo tempo tosco e primitivo, como anarquistas conceituais. O Wire era aquilo que Karl Marx chamava de intelectual orgânico: o sujeito que pensa e age ao mesmo tempo, sem escolher uma das funções. Levando o conceito punk a todos os aspectos da canção, o Wire não esperava muito tempo em uma música, cortando suas asas assim que ela ameaçava o improviso. Podando ritmo, melodia e estrutura, o grupo dava uma urgência minimal às suas composições, repletas de referências ácidas ao estilo de vida capitalista.
FONTE E LEIA MAIS: http://www.gardenal.org/trabalhosujo/2006/08/pink_flag_wire.htmlGang of Four é uma daquelas bandas que começam a ser melhor analisadas e compreendidas após anos e anos. Um grupo que mesclava o funk, o reggae, e eventualmente até a disco com seu rock bruto, letras engajadas e músicos espetaculares. O nome foi tirado de um grupo que existiu na China durante os anos de liderança de Mao Tse-tung. A "camarilha dos quatro" original era formada por Jiang Qing, Zhang Chungiao, Yao Wenyuan e Wang Hongwen. Ele subiram ao poder durante a Revolução Cultural no país em 1966, e tendo a bênção de Mao até sua morte, em 1976, controlavam as áreas de educação, tecnologia e perseguição aos intelectuais opositores.
Inspirados nessa idéia Dave Allen, baixista Hugo Borham, baterista e vocalista, Andy Gill, guitarra e voz ("Anthrax," "Paralysed") e Jon King, vocais - começaram a tocar no verão de 1977. Os primeiros shows foram realizados em Leeds, já que Burnham, Gill e King were eram alunos da Universidade local. O grupo queria casar sua paixão por Monet, Godard e George Clinton com os acontecimentos políticos que agitavam a Europa naquele momento. Um dos protestos que mais marcou os integrantes foi uma passeata de neo-nazistas nas ruas de Leeds, que acabou no maior quebra pau. Determinados a combater toda forma de repressão, violência e perseguição, faziam letras que criticavam o governo conservador, a falta de oportunidade para os mais pobres e até propaganda comunista. Seus três primeiros discos - Entertainment!, Solid Gold e Songs Of The Free (já com Sara Lee no baixo) são exemplos ímpares de sua marca. Guitarras faiscando, baixo funkeado, casamento com ritmos negros e muita politização. Gill era o mestre por trás de toda essa parafernália e um dos guitarrista mais criativos e inteligentes de sua geração. Amante da música americana, especialmente de Velvet Underground, Jimi Hendrix e Bob Dylan, sentiu uma atração imediata com os grupos nova-iorquinos como Television e Talking Heads.
